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Posts Tagged ‘amor’

Um dia você me perguntou por que me assusto com tanta facilidade. Disse que parece até que tenho medo de tudo, medo do mundo. Na hora não respondi, sorri discretamente e enrubescida virei o rosto para disfarçar, mudar de assunto.

Não tenho medo do mundo há algum tempo. Saí por aí e revirei o mundo em busca do meu próprio mundo. O enfrentei, o conquistei e agora não o temo mais. Mas você estava certo, é medo que sinto. Medo de ti. Tenho medo de ti porque você me atinge.

Há muito tempo perdi a fé no romantismo utópico. Todas essas crenças sobre o tão famoso “felizes para sempre” se esvaíram junto com rios de lágrimas. Perdi também a fé nas pessoas. As pessoas mentem, fingem, traem. E nem sempre é possível ver a mentira nos olhos. Muitas vezes nós mesmo que nos cegamos, uma cegueira colorida e bonita, uma cegueira melhor que a própria realidade.

Depois de tanto lamentar, talvez por muito chorar, não sei. Mas tudo passou. A dor, a mágoa, o amor, os suspiros, as cores, os cheiros, os sabores, tudo se foi. A vida se tornou sem graça. “Eu tinha algum amor, eu era bem melhor, mas tudo deu um nó e a vida se perdeu.” E o pouco que sobrou deve ter ficado escondido, porque tudo que sentia era um terrível vazio. Esse vazio era tão intenso e insuportável que um cigarro nunca era suficiente, um maço nunca era suficiente… “mais uma taça”… “mais um copo”… “mais uma garrafa”… “mais uma hora”… “mais uma hora”… “mais um amigo”… “mais um beijo”… “mais uma semana”… Mais nada. Porque eu pararia se parar significava encarar o vazio?

Até que um dia eu acordei e estava diferente. Não foi nada mágico, não foi um grande amor ou qualquer ilusão parecida, nada disso. Simplesmente era eu.  E havia algo em mim que não sentia desde a infância. Eu estava confiante e segura, como se eu pudesse realizar todos os meus sonhos. E foi nisso que me foquei por todo esse tempo. E eu estava bem.

Acreditava que não iria mais me apaixonar. Como se esse sentimento não coubesse mais em mim. Até que você chegou, segurou na minha mão e me fez suspirar. O menino bonito. “Não pude evitar, tirou meu ar, fiquei sem chão.”

Um dia você me perguntou por que sinto tanto medo e hoje te respondo. Sinto medo porque gosto de ti. Gosto de ti de um modo que foge ao meu controle. E sinto medo de tudo que foge ao meu controle.

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Tudo começou com uma leve saudade. Tudo sempre começa com uma leve saudade. Estava tudo bem, estava tudo certo, mas algo faltava. Você. “É estranho sentir saudades”.

Pego um cigarro e quando percebo você já está com um cigarro também. Sincronia? Você acende meu cigarro. O meu é de menta, o seu é de menta.

Quanto eu penso em perguntar, você responde. E eu penso “ele me lê?”. Meus pensamentos e conversas se desenrolam de um modo embaralhado, atravessado, atrapalhado. Mas você me desenrola, me reorganiza, me decifra, me ajeita, me cuida, me ouve.

E você me beija. E seu beijo é tão suave quanto suas mãos. Com seu beijo perco o chão, perco o ar, perco o norte. Sinto um estranho frio, um arrepio leve, uma felicidade inebrinate.

Por que você me beijou?

Por você atravessaria o mundo, mas você me disse não. E é estranho sentir saudades, mas seria mais estranho se eu não me apaixonasse por você. E simplesmente não é justo. Você vem, muda meu mundo e se muda de mim.

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O Adeus

– Agora eu vou.

– Adeus.

– Adeus.

Alice foi embora. Olhou para o apartamento já vazio. Olhou para Pedro. Virou e com os olhos lagrimejando, fechou a porta e partiu. Seu coração doía. Suas pernas queriam voltar. Seus braços queriam envolvê-lo num último e já saudoso abraço. A certeza de nunca mais encontrá-lo ao chegar trazia um estranho frio no estômago.

Pedro e Alice não tiveram um final feliz. Eles não passaram o resto da vida juntos. Eles não viajaram pelo mundo. Não escreveram um livro. Eles não se casaram e não tiveram a menina que tanto planejaram.

Havia mil motivos para ela não estar lá. Havia mil motivos pra ela não se apaixonar. Mas quem controla o coração? Quem? Alice não.

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for you

Esta é pra ti. Você que era a quinta opção e passou a ser a primeira.

Vou embora e te levo comigo.

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O Ritmo da Chuva

Acordei meio apaixonada hoje. Preciso de carinho, beijinhos e cafunés. Mas não está chovendo e o meu amor não virá.

Diz pra ele não me deixar triste assim.

(Impossível de decifrar)

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Quero te ter ao meu lado a cada instante. Quero conversas bobas sob os lençóis. Quero passar horas e horas deitada sobre seu peito ouvindo seu coração. Quero sentir sua respiração em meu pescoço e seus dedos entrelaçados nos meus. Quero cigarros matinais. Quero beijo com gosto de hortelã. Quero beijo com gosto de café. Quero café com pão de queijo. Quero café da manhã ao meio dia e almoço ás três da tarde. Quero mais manhãs de ócios. Quero que todos os dias se pareçam com os nossos domingos e que a cada momento eu perceba o quanto gosto mais de ti. E quero sentir a reciprocidade nos seus olhos.

Quero ter o mais perfeito sonho acordada. E quero ter a sensação de que tudo não terá fim. Quero receber uma mensagem inesperada e amável durante uma tarde sem graça. Quero poder gritar aos quatro cantos do mundo o quanto você me deixa feliz. Quero um beijo, um café, um amor, um fim de semana, um jantar, um filme com pipoca, uma volta no parque, um cafuné, e mais um, e mais um, e quero nada disso tenha fim.

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As nuvens zombam de mim tornando os dias mais chorosos, impedindo que a luz surja, deixando as cores em tons mais tristes, mais solitárias.

Tentei ser o melhor possível. E falhei. Todas essas pequenas falhas arruinaram o que tínhamos. Estou realmente fazendo o melhor que posso para te merecer, para te conquistar, para te fazer feliz. E apesar de todo esse esforço falhei em tudo. Estou sem seu amor, sem sua amizade, sem nem ao menos um abraço por dia.

As lágrimas cansaram de molhar meu rosto. A mente cansou de procurar estratagemas. O coração parou de sonhar. E nada sobrou. Nem ao menos um abraço. Nem ao menos um olhar de carinho. Estou realmente fazendo o melhor que posso para te esquecer, para te ver apenas como um amigo, para fingir que não tenho sentimentos, que quando te vejo com seu novo amor isso não dói. Dói. Essa dor cresce e me consome e me embriaga e dopa.

Cansei de me enganar procurando verdades em mentiras. Os textos se tornaram mais curtos pelo simples fato de que não há mais o que dizer, não há nem o que sentir. Encurralada pelo destino, presa pelas decisões precipitadas. É necessário que um morra para que o outro sobreviva. Foi necessário abdicar de sonhos, tempo e cores para te ver feliz. Só que agora a tristeza se incumbiu de roubar minha realidade, de me mergulhar em completa desilusão. Tornou seu olhar distante e o meu descrente.

 

Amor:

Sentimento que predispõe alguém a desejar o bem de outrem.

Sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro.

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